Profissão Perigo: Motoboy

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A correria das nossas vidas hoje em dia é tão grande, que às vezes mal dá para irmos a farmácia comprar um remédio, ir numa pizzaria se deliciar tranquilamente de uma boa refeição, ou até mesmo de ir ao banco, ou no contador. Por conta disso, utilizamos uma opção que tem sido muito comum para entregas ou delivery: o motoboy.

O motoboy ele está sempre à frente. Não tem problema de engarrafamentos, é um veículo menor, consegue se locomover com mais facilidade e rapidez do que um carro, por exemplo, ou do que os transportes do serviço público.

A gente está em casa de noite, bate aquela fome, ligamos para o japonês e em 20 minutos já estamos saboreando um delicioso yakissoba, quentinho. Construir um negócio com delivery é essencial hoje em dia. É só dar uma volta pela sua cidade que você conseguirá notar a quantidade considerável de motociclistas, que estão sempre com pressa.

Tempo é dinheiro

Apesar da regulamentação dos serviços de motoboys e motofretista (12.009/2009) e de outra lei que impossibilita as empresas de influenciarem e incentivarem o aumento da velocidade dos motociclistas para cumprirem alguma meta (12.436/200) nas suas entregas, o que acontece na prática é totalmente diferente.

O motoboy tem uma profissão de risco, porque ele está sempre correndo contra o tempo. Ganha por entregas, por roteiros cumpridos. Quanto mais rápido ele for, mais trabalho conseguirá realizar em um dia. Tudo que ele faz é para o bem estar do cliente.

É uma profissão que exige muita habilidade e ainda mais coragem. A moto é um veículo muito leve comparado aos outros que trafegam pelas ruas. Qualquer toque pode causar um grave acidente com lesões irreversíveis, levando ao óbito. Muitos motoboys afirmam que os seus corpos são o para-choque da moto.

Corredor da Morte

motoboy-profissao

É proibido que os motoboys circulem entre os corredores que se formam no meio de um carro e outro, mas isso não é cumprido. É proibido que um trabalhador faça entregas ou seja prestador de serviços em deliverys com menos de 21 anos ou com menos de 3 anos de carteira de habilitação.

No dia a dia, essas situações que são proibidas são comuns. Os corredores entre os carros parecem corredores da morte, porque é apenas por causa de uma inclinação para o lado de um carro na hora errada, que a morte de um motoboy pode acontecer.

O Brasil é o país com mais motociclistas do mundo! Mais de 60 motoboys morrem em acidente de trânsito todos os dias. A fiscalização da forma como o tráfego flui, da forma como o trânsito se desenrola, é muito fraca. A falta de rigor também é uma causa de tantos riscos que sofrem esses profissionais.

A lei que exige que haja taxa de periculosidade (12.997/2014) acaba sendo burlada quando ela garante esse benefício para aqueles que possuem carteira de trabalho assinada. A maioria dos motoboys trabalha na clandestinidade, porque não tem burocracia e nem taxas.

Trabalham na correria porque precisam de dinheiro e é com a moto que eles conseguem se virar e conseguir o pão de cada dia da maneira mais rápida. Ai eles passam a ser as maiores vítimas de acidentes de trânsito, os mais desrespeitados e violentados.

Além dos riscos iminentes de acidentes, o tempo inteiro, do medo de ser mutilado, de morrer brutalmente, de ser violentado por algum outro motorista ou piloto; os motoboys apresentam doenças frequentes por conta da função: câncer de pele causado pela exposição ao sol, principalmente no rosto, braço e cabeça, é comum, além de problemas respiratórios e de coluna.

O que é necessário em qualquer ambiente, mas principalmente no trânsito, da forma como as pessoas tem se tornado hoje em dia, é o respeito! Dirija com cuidado, respeite os motociclistas e lembre que antes de qualquer coisa, ali existe uma pessoa que está correndo atrás honestamente do seu sustento. Passando maus bocados para se sustentar.

Não é a mesma coisa que você também está fazendo? Então!

Precisa de serviço de entrega em ? Encontre aqui no Vale Frete.

Fiorino em São José dos Campos
Motoboy encontre um.
Fretes para Van. 
Caminhão para Mundança.

setembro 20, 2016 |

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